16.9.17

óculos são coisa de ceguetas e pitosgas

A minha mãe usa óculos. Tal como o meu pai. Felizmente, nunca precisei de utilizar óculos. Nos exames que fiz até hoje, tudo está ok. Se fizer uma viagem aos tempos em que era mais novo, usar óculos era um pesadelo. "Caixa de óculos" e "quatro olhos" são apenas duas das alcunhas com que as crianças eram brindadas. E que eram um tormento para quem tinha de usar óculos. Não sei se ainda hoje é assim. Mas no meu tempo era. E as crianças conseguiam ser bastante más para aquelas que tinham necessidade de utilizar algo que a maioria não usa. Neste caso, óculos.

Esquecendo a minha infância e centrando-me no presente, os óculos deixaram de ser um objecto do demo para passar a ser algo ligado à moda. Parece mesmo um acessório que marca uma posição. Passou-se do receio de usar para a moda que chega mesmo às armações que se utilizam, sem qualquer lente. Esquecendo o factor moda e olhando para a minha profissão, acabo por olhar para os óculos com outro olhar, passe a redundância.

Passo o dia a olhar para dois ecrãs. Já para não falar do iPhone ou mesmo da televisão. E sempre que entrei em lojas fui aconselhado a usar óculos. Apenas para descansar a vista. Algo que fui recusando. Sempre achei que não era necessário. Até porque faço parte daqueles que têm uma visão "perfeita". Até ao dia em que comprei uns óculos. Decidi experimentar. Usei algumas vezes, sempre em ambiente de trabalho, mas acabei por não os usar durante muito tempo. Mesmo andando com eles diariamente.

Até que voltei a ser aconselhado a usar óculos. "Mas já tenho uns e não uso", expliquei. Foi nesta altura que me falaram das lentes Eyezen, criadas pela Essilor. E que são ideais para aquilo que considero geração digital. Leia-se pessoas como eu, que passam muito tempo a olhar para ecrãs de computador, tablets e smartphones. E, mais uma vez, para pessoas como eu, ou seja, aqueles que não precisam de usar óculos. Confesso que nunca olhei para os óculos como o inferno na terra. Até porque sempre vi os meus pais de óculos e sempre acreditei que seria uma questão de tempo até ter de usar. Mas também confesso que me "assusta" a quantidade de horas que passo em frente a um ecrã. E quando não é este é o telemóvel, o fiel companheiro do café depois de almoço. Pesando isto tudo, decidi uma nova oportunidade aos óculos.

15.9.17

mudei de nome

o poder de uma marca

Poucas marcas conseguem atingir o patamar da Apple. Marca que tem milhões de fãs em todo o mundo. Que juntam dinheiro para comprar as mais recentes novidades da marca da maçã. E que até dormem na rua, se necessário, para serem os primeiros a comprar o gadget mais recente. Isto tem muito de mérito. Pois o mais complicado para uma marca é atingir este nível. Sem quedas acentuadas de popularidade.

Este poder é de tão grande dimensão que as pessoas acabam por olhar para os produtos da marca, neste caso a Apple, como um dádiva divina. Veja-se o mais recente caso dos novos iPhones. É a loucura. Partilham-se publicações. Todas as pessoas querem saber as inovações dos modelos. O que é novo. O que faz e acontece. Este é mais um exemplo da força que a Apple consegue ter.

Tenho visto muito mais pessoas "loucas" com os novos iPhones do que "lúcidas". E estas últimas são aquelas que comparam aquilo que o telemóvel faz com aquilo que outro, já existente no mercado, também faz. Neste caso falo da Apple e da Samsung. Mas existem exemplos de outras marcas que conseguem provocar tal efeito nas pessoas. Não são muitas as marcas que o conseguem fazer. Nem são muitas as pessoas que conseguem a tal lucidez de comparação.

13.9.17

ir a tribunal

Estive a ver o vídeo de Cristiano Ronaldo a ser interrogado num tribunal de Madrid devido às acusações de fuga ao fisco. Primeiro começo por dizer que passei a admirar ainda mais o homem. Porque quanto ao jogador pouco pode ser dito. Gostei da forma como respondeu às questões e como falou das limitações que tem e que quase todos temos.

Mas aquilo que mais destaco não é isso. É a forma como as pessoas são interrogadas. As perguntas são feitas até à exaustão. Repetem-se as perguntas. Nunca se contentam com a resposta. Insistem, insistem, insistem e voltam a insistir.

E destaco isto porque acho que é muito fácil que uma pessoa acabe por dizer algo que não quer. Tudo é levado nesse sentido. Parece que o objectivo é confundir a pessoa ao maximo. O que faz com que qualquer inocente possa dizer algo que não quer dizer.

Para quem não viu o vídeo, recomendo vivamente que o façam. Principalmente as pessoas que não gostam do homem. Dará uma visão diferente daquilo que é.

não é mais do que espelho da vida

Muitas pessoas queixam-se do futebol. Fazem diversas críticas. É porque há muito dinheiro. É porque os jogadores são burros. É porque as mulheres deles são umas tontas ocas. É o destaque dado ao futebol. Tudo temas que poderiam dar diferentes textos. Mas existe outra forma de analisar o futebol. E é olhar para ele como o espelho da vida das pessoas.

E posso dar um exemplo muito pratico. Quando uma equipa ganha um jogo tudo está bem. Tudo é perfeito. Tudo é fantástico. Vão ser campeões. Ninguém os trava. É só elogios. E também acontece o oposto. Quando uma equipa perde um jogo tudo está mau. É o inferno. É uma desgraça completa. Não há nada bom. Nada se aproveita.

E isto é o espelho da vida das pessoas. Nos mais diferentes cenários. Quando algo corre bem, tudo é perfeito. Ou quando conhecem alguém fazem dessa pessoa a melhor do mundo. Ou quando um namoro começa tudo é perfeito.

Até que algo corre mal. E é o fim do mundo. A tal pessoa que era fantástica passa a ser a pior do mundo quando faz algo menos bom. A pessoa que parecia perfeita para uma relação passa a ter muitos defeitos quando acontece algo menos bom.

O futebol é o espelho disto. Ou melhor, é o espelho da vida das pessoas e daquilo que elas são. Com destaque para a ausência de um meio termo.

12.9.17

não ajudas nada siri, só atrapalhas

Não sou grande fã da siri. Conheço muitas pessoas que adoram e que usam com frequência esta funcionalidade dos iPhones. Quanto a mim, é algo que atrapalha. E dou como exemplo o que aconteceu hoje.

"Ligar Macedo", disse de forma passada e sem comer letras.

"A ligar Mercedes", respondeu ela, dando uma morada de um concessionário desta marca.

"Ligar puto Macedo", disse, acrescentando o puto pois está no contacto e poderia despistar da Mercedes.

"A ligar tutu Mercedes", responde-me, sem que faça qualquer associação entre as duas palavras que percebeu.

Só à terceira, e quando já estava prestes a dizer coisas de que ela não iria gostar, é que me deu a opção da chamada. Como isto acontece sempre que tento usar, prefiro não recorrer à suposta preciosa ajuda da siri.

PS - o que não invalida que ocasionalmente não ocupe o meu tempo a brincar com ela enquanto digo coisas absurdas para testar a sua reacção. 

semana de regresso às aulas

Esta é a semana do regresso às aulas. O que significa recuperar diversas memórias. A começar pela escola primária. A primeira imagem que recordo é de um ano em que tive uma lesão na virilha. Recordo que tinha tantas dores que não conseguia colocar o pé no chão. Relembro também os dias em que me sujava todo. Que coincidia sempre com o dia em que o fotógrafo ia à escola fotografar os alunos. O que faz com que tenha fotos com roupas que não eram minhas e que não combinavam entre si.

Nos outros anos vivi de tudo um pouco. Desde o encanto pelo regresso às aulas desde o desejo que as férias não tivessem fim. Das horas passadas (com o meu pai) a forrar os míticos cadernos pretos até aos cadernos azuis sem qualquer adereço na capa.

Até que chega a faculdade. Que já encarava com um ar mais profissional. Talvez por ter sido feita sempre a par com diferentes empregos que tive. E por ter alternado horários ao longo do curso. Só fica a faltar viver o regresso às aulas enquanto pai. E pelos relatos que vou lendo e ouvindo, deve ser algo muito intenso.

11.9.17

a toalha de que elas tanto falam

Muitas vezes no Shark Tank vejo os investidores aplaudirem as pessoas que detectam um problema e encontram solução para o mesmo. Nesse caso, Erin Robertson merece uma salva de palmas. Isto porque detectou um problema - transpirar das mamas [peço desculpa a quem não gosta da palavra, mas é a correcta] - e encontrou a solução. Inventou uma toalha que seca as mamas. Costuma dizer-se também que ser génio é uma mistura de 1% de inspiração com 99% de persistência. Neste capítulo, a jovem que inventou a Ta-Ta Towel também está de parabéns.

De forma resumida, este era um grande problema para Erin. Que tentou várias coisas até encontrar a solução. Aquilo que não estava à espera é que fosse um grande sucesso. E que acabasse por ser utilizado por diversas mulheres em situações diferentes da sua. Mulheres que estão a amamentar e mulheres que vão ao ginásio ficaram fãs da toalha. Quem tem dado que falar.

As opiniões são diversas. Existem os que dizem que é algo fantástico. E aqueles que consideram ser apenas ridículo. Opiniões à parte, é um sucesso que andam nas bocas do mundo.

então e o despacito?

Existem músicas que se transformam em grandes sucessos. Se que perceba os motivos. Até porque não tenho nada a ver com isso. Um destes exemplos é o Despacito, a música deste Verão. Sinto que sou a única pessoa que não gosta da música. E dentro do género recordo-me de duas que são, na minha modesta opinião, muito melhores e que passaram mais ou menos despercebidas. Principalmente a segunda.



mudanças não são para nós!

As pessoas são animais de hábitos. Tal como um animal de estimação, que tem muitas coisas programas, as pessoas também têm os seus hábitos. Por mais que digam que não. Que o neguem. E que apontem isso apenas a outras pessoas.

E isso facilmente se descobre quando existe uma mudança. Na hora de mudar facilmente se percebe que as pessoas estão mais presas às rotinas do que julgam. E isto acontece nas mais variadas áreas.

Quantas pessoas não mudam de profissão com medo da mudança. Quantas pessoas não acabam relações amorosas porque estão presas à rotina que, assim pensam, lhes traz seguranca. E podia passar o dia a dar exemplos.

As pessoas toleram muitas coisas. Menos mudanças! Mas o que é curioso é que quando uma mudança é forçada as pessoas rapidamente percebem que lidam muito bem com a mudança. Que são animais que se adaptam às diferentes realidades. É tudo uma questão de medo, outro dos problemas das pessoas.

por que os políticos fazem isto?

Os políticos costumam falar de mudança. Dizem que fazem isto. Que mudam aquilo. Que melhoram mais não sei o quê. Que são a melhor opção. Mas depois (quase todos) tiram fotos de braços cruzados. Que é a imagem oposta do que defendem as suas palavras. Porquê?

8.9.17

o tamanho realmente importa

O tamanho importa. E não há volta a dar. Por mais que se diga que não, o que é verdade é que o tamanho é realmente importante. E quando é pequeno não dá prazer a ninguém. Quando é muito grande também não funciona. E quando é médio mas aproveitado até ao limite também deixa as suas marcas. E estou a referir-me ao tamanho das férias.

O tamanho, ou duração, das férias é algo que importa. Férias muito curtas, por exemplo de uma semana, sabem a pouco. Ainda a pessoa está a acabar a frase "estou de férias" e já está a voltar ao trabalho. Férias muito grandes, por exemplo quatro semanas, são exageradas. Deixam o resto do ano a parecer gigante. A pessoa volta ao trabalho desesperada a pensar que irá esperar mais um ano para novas férias. Quando as férias são de duas semanas e aproveitadas até ao limite, também deixam as suas marcas. A pessoa quase que sai directa das férias para o trabalho e começa a trabalhar com o corpo em ritmo de férias. É uma espécie de jet lag esquisito.

Sobra aquilo que dizem ser o melhor. Três semanas de férias. Mas com uma atenuante. Que é guardar alguns dias para estar em casa sem fazer nada. De modo a que o corpo perca o ritmo de férias ao mesmo tempo que não leva com a intensidade do trabalho. Mas duvido que existam muitas pessoas a tomar esta opção. Porque quando a pessoa está de férias quer aproveitar tudo ao máximo. O que faz com que o regresso ao trabalho, por melhor que seja a profissão e o cargo, custe sempre um pouco mais. Parece que o corpo fica em negação.

7.9.17

quem tem maior desejo sexual?

Encontrei diversos estudos sobre o tema. Mas prefiro não falar dos resultados. A questão em si é que tem a sua piada e até consegue ser interessante. Afinal de contas, quem é que tem maior desejo sexual: homens ou mulheres? Se é que se pode discutir desejo sexual consoante a diferença de sexo. Os estudos dizem que sim...

olá senhor. quer provar?

Durante a semana costumo beber café, depois de almoço, quase sempre no mesmo sítio. Em cinco dias de trabalho, vou quatro vezes ao mesmo local. E no meu percurso passo por uma bancada que vende doces e outras coisas. Onde por norma está sempre a mesma mulher a trabalhar. E não é preciso uma grande memória para saber que é a mesma mulher. Passo por lá tantas vezes que é impossível não reconhecer a pessoa.

Mas se a reconheço, acredito que não se lembre de mim. E digo isto porque todos os dias pergunta se quero provar algo. "Olá senhor. Quer provar?", pergunta, esticando o saco que tem na mão e que contém uma das especialidades que vende. Ao que respondo "Não, obrigado". Quando digo que não se deve lembrar de mim é porque me pergunta isto praticamente todos os dias. E a minha resposta é sempre a mesma. "Não, obrigado". Já perdi conta ao número de vezes que fui abordado, ainda que de forma simpática, pela mulher em questão. Tanto que já vou a andar e a pensar "Olá senhor. Quer provar?"

A minha outra teoria vai além da memória da mulher. Poderá estar a travar uma espécie de luta comigo. A tentar descobrir até que ponto resisto à tentação de provar o tal doce (?) que tanto me tenta oferecer. Até dou por mim a pensar na hipótese de estar a desperdiçar uma iguaria fantástica que me deixará a lamentar os dias em que a recusei. Porém, isto deverá manter-se eternamente uma dúvida para mim pois não perder este suposto duelo.

acidentes estúpidos

Existem ocasiões em que passo por acidentes de viação e fico a pensar como terá sido possível ocorrer um acidente naquelas condições. As estradas são boas, existe visibilidade e nada leva a crer que possa acontecer um acidente. A não ser por qualquer comportamento menos próprio de um condutor. Que até se pode distrair com algo.

Depois cruzo-me com condutores estúpidos como aconteceu hoje. E aí penso como é que não existem mais acidentes. Um estúpido daqueles que se mete à nossa frente, mesmo sabendo que não tem condições nem espaço para isso. E que obriga a que diversos condutores façam manobras e travagens desnecessárias.

São estúpidos como este que arranjam problemas a outras pessoas. Que vão a conduzir dentro da normalidade e depois levam com estes estúpidos que nasceram para tudo menos para conduzir um carro.

6.9.17

tenho um herói, chamo-lhe pai

Hoje é um dia muito especial para mim. Uma das pessoas mais importantes da minha vida está de parabéns. O meu herói faz anos. Hoje é dia de festa para o meu pai e para a família.

Nunca cresci a idolatrar heróis. O meu herói é o meu pai (e a minha mãe) e foi sempre nele que procurei inspiração, sabedoria, sensatez, educação e postura. Ensinou-me a saber escolher caminhos. Deu-me liberdade com responsabilidade. Tudo coisas que fazem com que seja um orgulho ser seu filho. E que são impossíveis de agradecer justamente.

Por isso celebro. Festejo. Festejamos. Hoje o mudo dá destaque e protagonismo ao seu maior herói. A quem felizmente (e com um orgulho tremendo) posso chamar pai. Espero um dia ser metade do homem que és! Amo-te muito Anhuca. Parabéns pai!

quando o tema são mensagens escritas, existem dois grupos

Quando se fala do envio de mensagens escritas existem dois grupos de pessoas. De um lado estão as pessoas que fazem questão de ter a última mensagem. E que não desistem enquanto a outra pessoa continua a responder. E existem aquelas que não nada preocupadas em ter a última palavras. E até creio que existem mais pessoas no primeiro grupo.

4.9.17

a moda do rabo à mostra

Chamem-me aquilo que quiserem mas não perecbo esta moda do rabo à mostra. E não me refiro aos reduzidos biquínis utilizados na praia que praticamente nada escondem. Aí, tudo bem! É o habitat natural dessas peças de roupa. Refiro-me aquelas mulheres que passeiam com calções que mais parecem cuecas que encolheram na máquina de lavar. E que o fazem em locais como centros comerciais e hipermercados.

É que se a maxima a seguir é "o que é bom é para se ver" mais vale que as pessoas andem nuas. Acho de mau tom andar pela rua com calções que deixam metade do rabo a descoberto. Os tais calções que parecem cuecas ou que transmitem a sensação de que a pessoa se enganou no tamanho escolhido.

E só posso acreditar que a decisão é ponderada. Não é obra do acaso. As pessoas experimentam os calções, percebem que ficam com metade do rabo a descoberto e decidem que assim é que fica bem. Não sou nenhum especialista em moda nem está em questão os corpos que (pouco) se escondem naquelas roupas reduzidas.

Defendo apenas que nenhuma pessoa sai valorizada com roupas assim. Defendo também que não são as roupas que fazem as pessoas. Nem julgo as pessoas com base no que vestem. Acho apenas feio e desnecessário. 

nunca confies...

O mês de Setembro marca o início das manhãs escuras. Quem, como eu, sai da casa por volta das sete da manhã, começa a preparar-se com a escuridão. Quem, como eu, pensa que ainda é Verão, arrisca sair de casa apenas de tshirt... num dia chuvoso. Mais vale nunca confiar.

30.8.17

sexo, gordinhas e muito provavelmente polémica

Hoje ouvi uma coisa que ouço desde adolescente. Uma ideia que envolve sexo, gordinhas e que provavelmente é polémica para muitas pessoas. Tem a ver com a ideia de que as gordinhas são melhores na cama do que as outras. Pelo menos numa relação casual.

Esta ideia baseia-se em algo pouco simpático para estas mulheres. Que passa pelo pouco sexo que supostamente têm. Como tal, cada sessão de sexo é fantástica por não se saber quando será a próxima. É vivida sempre como se fosse a última.

Como referi inicialmente, ouço isto há muitos anos. Mas quero acreditar que não passa de mito. E que é algo que não depende do físico. Nem da mulher nem do homem. Só não sei se esta ideia é veiculada apenas entre homens ou também entre mulheres. Ou se é algo que as mulheres também dizem em relação aos homens gordinhos.. 

eu te devoro



"É um milagre. Tudo que Deus criou pensando em você. Fez a Via-Láctea, fez os dinossauros. Sem pensar em nada, fez a minha vida... e te deu"


discutir em locais públicos

Nunca gostei de discutir em locais públicos. Tal como não gosto de ter que levar com discussões em locais públicos. E o motivo é o mesmo: os problemas de uns não têm de ser dos outros. Já para não mencionar a deselegância da situação.

Ontem estava a beber café no sítio do costume. E no Pingo Doce onde bebo café diariamente existem mesas grandes que são partilhadas por diversas pessoas. Estava numa quando começo a ouvir uma discussão. Eram as duas pessoas que estavam na "minha" mesa. Que discutiam como se estivessem em casa. Ou como se fosse invisível.

A meio da discussão, uma das pessoas diz: "não me faças fazer figuras tristes". O que me leva a acreditar que aquela situação era desagradável para aquela pessoa. Pelo menos para mim era. E não tinha nada a ver com a situação.

E tal como não gosto disto, também não gosto de ver pais aos gritos com os filhos em locais públicos. Tudo tem um espaço para acontecer. E poucas são as coisas que devem ser partilhadas com uma pequena (ou não) plateia.

29.8.17

curiosos....

Gosto de apostar no Placard. Costumo tentar misturar a minha (aquela que julgo ter) sabedoria futebolística com alguma sorte. E confesso que nem me tenho saído mal. Apostar no Placard tem uma diferença em relação aos outros jogos da Santa Casa, como é o caso do Euromilhões, por exemplo. Quando entrego o boletim, sai o talão com o dinheiro que posso vir a ganhar. O que faz com que os funcionários das lojas sejam bastante curiosos. É raro o funcionário que não analisa o talão antes de me entregar. E é bastante fácil de perceber para onde estão a olhar. E é sempre para o valor do prémio. É uma curiosidade que não percebo. Por mais que tente.

dica vezes dois

Nestas férias de duas semanas dediquei-me ao dolce far niente. Como em outras alturas levei roupa para praticar desporto, mas acabei por não o fazer. Decidi viver as férias na sua plenitude. E entre a praia, piscina, tempo em família, com amigos e a dois, entreguei-me a um livro e a uma série de televisão.

Infelizmente, não leio a quantidade de livros que desejava. Mas acabo por ler sempre uma obra nas duas semanas de férias. A escolha deste ano foi Sr. Mercedes, um thriller da autoria de Stephen King. É daqueles livros que nos prendem do início ao fim e dei por mim a não conseguir parar de ler. Queria saber sempre mais e mais. E o que acontece agora? Por isso, é um livro que recomendo a todas as pessoas que estão na dúvida em relação ao que vão ler.


Quanto à série, graças à Netflix descobri Ozark, um exclusivo (e original) Netflix. Esta série - a primeira temporada já está disponível na totalidade - gira em torno da lavagem de dinheiro. E da família de um homem que faz o que pode para manter a família viva. A estrela desta série (e o realizador de quatro episódios) é Jason Bateman, um actor que conheço sobretudo dos filmes de comédia.


A série pode parecer aborrecida ao início. E bastante sombria. Mas está muito bem feita. As diferentes histórias estão muito bem escritas e, tal como no livro, dei por mim a devorar episódios - um pouco maiores do que o habitual - para perceber o que ia acontecer. Para quem procura uma nova série, Ozark é uma excelente escolha. Ficam as dicas.

que morram todos

O jornalismo já viveu dias melhores em Portugal. E a triste realidade é que poucas áreas se podem gabar do contrário. Pelo menos por cá. Na semana passada tornou-se público que um dos maiores grupos editoriais nacionais pretende vender todas as publicações que tem.

Foi assistir a um festival de aplausos. "Que morram todos", é algo que muitos desejam. E o morram é para as publicações. Já nem vou bater na tecla de que as pessoas só vão lamentar a ausência do jornalismo quando não o tiverem. Nem vou discutir tipos de jornalismo e quem gosta do quê. Nem sequer separar os bons dos maus jornalistas.

Aquilo que me entristece é a alegria pela desgraca. Pela tristeza. Pelo mal dos outros. É aquele modo de pensar: "estou mal mas eles estão pior". Isso é que é triste. Mesquinho. E reduz as pessoas a um tamanho muito pequeno.

Enquanto jornalista fico triste com este panorama. Porque é geral. Gostava que todos tivessem bem. Porque o sucesso da área é o sucesso de todos. Também fico triste pelos amigos que tenho nessas publicações. Que desconhecem o futuro. Algo que acontece com a maioria dos profissionais em Portugal.

De resto, o jornalismo vai ter de saber adaptar-se aos novos tempos. Aos desejos dos leitores. Aquilo que querem e como querem. E creio que esta adaptação vai acabar por mudar, e muito, o jornalismo em papel. Vamos ver como será o futuro. Só não contem comigo para aplaudir a desgraca do vizinho.

28.8.17

a ridícula discussão em torno dos livros da porto editora

Muito foi dito sobre os livros da Porto Esitora. Aqueles que supostamente fazem dos meninos uns valentes intelectuais e das meninas umas pobre coitadas que são mais limitadas. E com base em apenas, reforço, apenas duas ilustrações deu-se início a uma discussão... ridícula!

Aquilo que poderia ser um assunto sério morre na forma como foi tratado. Muito poderia ser dito sobre o tema, mas em relação a isso Ricardo Araújo Pereira disse tudo. O vídeo do humorista é a melhor análise possível ao tema.

De resto, aquilo que me espanta é que tudo seja feito com base em duas ilustrações que não foram escolhidas de forma aleatória, dando a entender que os livros são realmente assim. Espanta-me que se mande retirar do mercado livros (que não são obrigatórios) apenas com base em duas ilustrações. E digo isto porque é impossível que as obras tenham sido integralmente analisadas. Se assim fosse, não existia discussão!

E um tema sério ganha dimensão de comédia ridícula. Tudo por causa da sede cega de atirar alguém para uma fogueira. Vivemos a uma velocidade alucinante, mas isso não pode impedir uma análise séria e cuidada. Especialmente em temas tão sensíveis como aquele que merecia uma análise muito melhor do que aquela que recebeu. 

aquilo que mais custa depois das férias

Voltar a vestir calças de ganga.

27.8.17

ainda fiquei mais fã de conor mcgregor

Muito se falou daquele que foi promovido como o combate do século. De um lado Floyd Mayweather, um dos melhores lutadores de boxe da história. Do outro, Conor McGregor, um dos melhores lutadores de MMA da história. Pelo meio, milhões, muitos milhões de euros.

Cada pessoa tinha o seu favorito e não escondo que torcia pela vitória de Conor. Gosto dele e acreditei que poderia surpreender o universo do boxe. Por outro lado, sabia que era algo bastante improvável. Porque o combate seria de boxe. E aí Mayweather está como peixe na água.

Apesar de acreditar numa surpresa, o combate aconteceu como imaginava. Vários rounds, algum equilíbrio e uma derrota que não iria envergonhar quem perdesse. E foi isso que aconteceu com um KO técnico ao décimo round.

Milhões à parte, este combate serviu para respeitar ainda mais Conor McGregor. Que teve a ousadia de desafiar um dos melhores atletas de sempre, numa modalidade que não é sua. E que implicou treinos diferentes dos seus, num espaço de tempo mais limitado.

E não envergonhou ninguém. Até fez melhor figura do que muitos lutadores de boxe. E acabou a elogiar o adversário enquanto bebia whiskey irlandês. Por fim, e para as pessoas que acham que Cristiano Ronaldo ganha muito dinheiro,
Floyd Mayweather ganhou muito mais dinheiro (em apenas 34 minutos) do que o jogador português em dois anos.

25.8.17

hoje é um dia feliz! gosto muito de ti

Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida. A minha irmã faz anos. A minha única irmã, e mais velha, faz anos. Ser minha irmã faz com que seja uma das pessoas mais especiais da minha vida. Ter-me dado a sobrinha que tanto amo faz com que esse sentimento cresça ainda mais.

Olhando para o passado recordo as "turras" típicas entre irmãos de sexos diferentes. E com idades diferentes. Se na altura poderia ficar irritado com algumas coisas, hoje recordo tudo isso com um sorriso. Sem esquecer que sempre foi um exemplo para mim. Com o "peso" e "responsabilidade" de uma irmã mais velha.

Os anos foram passando e o amor aumentando cada vez mais. És muito especial para mim. Gosto muito de ti. Que este dia seja tão especial como tu és! Parabéns Mana!

24.8.17

o céu ganhou uma super estrela

Já tinha falado do Mário no blogue. Um dos estagiários mais fantásticos que conheci. E que quase adoptei como um irmão mais novo com quem estava sempre a brincar. Quando terminou o estágio que fez na revista onde eu trabalhava, ficou com o desejo de mudar-se para a mesma equipa para onde me mudei.

Combinámos um almoço de despedida do primeiro estágio. Nós - o grupo de amigos que o acolheu fora do trabalho - oferecemos o almoço e a mãe do Mário uma deliciosas queijadas. Assim que me sento diz-me que vai estagiar comigo. Um estágio profissional. Fiquei mais contente do que ele. E aquele almoço, que seria o último, passou a ser apenas mais um. Ou assim deveria ter sido.

Pouco tempo depois o Mário é internado. "Não é nada cancerígeno", dizem. Suspiro de alívio. Em breve teria o Mário novamente comigo para brincar como nós fazíamos. O alívio deu lugar a medo. Afinal era cancro no estômago e no esófago. Fui sempre trocando mensagens e telefonemas com o Mário. Que estava preocupado em não estagiar. Em perder aquela oportunidade.

"O que importa é a tua saúde. Quando estiveres bom, o lugar é teu", disse-lhe. Fartou-se de agradecer as mensagens. O medo deu lugar ao desespero. "O cancro do Mário é terminal", disseram-nos. Fiquei sem chão. Sem saber o que dizer. Sem saber como lidar com o Mário. Fomos sempre falando. Perguntado como estava.

Até que hoje recebo a mensagem que mais temia. "O Mário já não pode responder às nossas mensagens". Puta da vida, pensei. Podia lamentar a morte de um excelente trabalhador. De um jovem de apenas 31 anos. De um bom amigo. De alguém de quem gostei muito.  Mas a verdade é que o mundo perdeu uma pessoa boa. Daquelas que dão sentido a muitas coisas. Que equilibram o mal que existe neste mundo. Hoje o céu ganha uma Super Estrela. Vou ter muitas saudades tuas Mário!

18.8.17

barcelona e medo

Existem atentados que nos tocam mais do que outros. Não pelos diferentes níveis de atrocidade. Nem pelo número de vitimas. É algo que tem a ver com a proximidade. E com a sensação do "podia acontecer comigo". E foi isso que senti com o atentado recente de Barcelona.

E senti isto porque é uma das minhas cidades de eleição. Uma que já visitei muitas vezes. E, como qualquer turista, muitas foram às vezes em que passeei pelo local do atentado. E é tudo isto que me leva a olhar para este atentado com outros olhos.

Não quero ter medo. Não quero deixar de visitar sítios por causa de tristes acontecimentos como este. Mas a verdade é que estes atentados são muito fáceis de realizar. Não existem coletes de explosivos, bombas ou o que quer que seja. É apenas uma viatura e o maior número de vítimas possível.

Os terroristas têm passaporte dos países onde fazem os ataques. Ouvi ontem que são necessários 23 homens para controlar "24 horas por dia" um indivíduo sinalizado pelas autoridades. O que faz com que seja uma missão quase impossível.

Esta nova moda de atentados é mais fácil de realizar é mais difícil de controlar. Temo que venham a acontecer muitos mais atentados destes. Em locais turísticos das grandes cidades. Mas o medo não pode vencer. Por mais complicado que seja.

17.8.17

um estranho fenómeno de praia

Uma das minhas praias preferidas fica no Alentejo. É a praia dos Aivados, na Ribeira da Azenha. Um pequeno paraíso sem bares de praia e sem nadadores salvadores. Tem os benefícios do paraíso, ser calma, e os riscos do paraíso, exige um cuidado redobrado, especialmente para quem tem crianças pois a praia nem é muito perigosa. Tem ainda outra vantagem: os cães podem andar à vontade.

A praia não costuma ter muitas pessoas. Pelo menos na zona onde nós costumamos ficar, que tem um acesso mais exigente para quem tem carro. O que faz com que um "fenómeno" desta praia seja ainda mais... peculiar.

Existem pessoas que chegam à praia em grupos de oito (ou mais) pessoas. Têm muita areia para ficar à vontade, mas ficam sempre colados a alguém. E quando digo colados, refiro-me a uma dismtancia demasiado pequena para o espaço existente. Espalham tudo pela areia e depois começam a falar como se estivessem separamos por dois quilómetros e sem telemóvel. Ou seja, gritam.

Este estranho fenómeno belisca (ainda que ao de leve) o encanto paradisíaco dos Aivados. Por outro lado, torna a praia mais segura. Ninguém ousará roubar algo quando não percebe se as coisas estão sem "dono" ou de pertencem a alguém. Mas confesso que me faz alguma confusão o motivo que leva alguém a ficar tão próximo de outras pessoas quando existe tanto espaço livre.

Não deixa também de ser curioso que apesar da maior popularidade da praia, ano após ano sejam vistas as mesmas pessoas no areal. Por fim, quem não conhece esta praia não sabe o paraíso que está a perder. 

16.8.17

refugiando

Ontem fui jantar com a minha mulher à Ribeira da Azenha, perto de Vila Nova de Milfontes. Ao sair demos de caras com um rapaz, que pedia boleia à beira da estrada. O Luís tinha consigo um grande cartaz onde se lia refugiando.org. E rapidamente explicou a sua "missão".

O Luís está a percorrer o caminho até à fronteira de Espanha. Tal e qual como se fosse um refugiado. De mochila às costas, está dependente das boleias, das caminhadas que faz e da caridade dos donos dos restaurantes. Pois se lhe derem comida, o dinheiro da refeição irá reverter a favor de instituições que ajudam os verdadeiros refugiados.

Disse-lhe pessoalmente que é uma missão muito nobre que está a fazer. Sozinho, a dormir em praias e dependente da ajuda de estranhos. Ainda bem que existem pessoas assim e lamento que estas iniciativas nem sempre tenham o mediatismo que merecem.

Fiz a minha parte ao dar boleia ao Luís. Faço a minha parte ao divulgar esta iniciativa. E deixo o apelo: se andarem pela estrada e caso se cruzem com o Luís, não tenham receio de dar boleia a este simpático rapaz. Visitem o site refugiando.org e vejam como podem ajudar o Luís, que vai relatando a sua aventura no facebook

14.8.17

férias sim. confusão não!

Adoro férias. Quem não gosta? Mas não sou, frequentemente, daquelas pessoas que passam o ano a contar os segundos para as férias. Quando isso acontece, e não nego que já me aconteceu, é porque estou saturado do trabalho. De resto, olho para as férias como o tempo em que me dedico aos meus.

E se há coisa de que não gosto nas férias é de confusão. Isto retira 90% do encanto das férias. Porque a confusão é indispensável durante o tempo de trabalho. Mas totalmente dispensável em período de férias. 

Não gosto de praias cheias de gente, onde todos gritam e ninguém respeita a pessoa do lado. E confesso que nem em criança achava piada a isto. Muito menos em adulto. Por isso é que me faz confusão aqueles locais onde a pessoa demora quase uma hora para chegar à praia, onde demora uma hora para pagar as compras no supermercado e por aí fora.

Mas, por outro lado, acho que as pessoas já olham para a confusão como parte delas. Ou melhor, já nem se aperfebem dela tal é a forma como lidam com ela durante todo o ano. E digo isto por acreditar que todas as pessoas dispensam a confusão durante as férias.


10.8.17

os tristes polícias que temos

Este texto merece uma nota prévia. Nada tenho contra polícias. Tenho amigos que seguiram esta profissão e que são excelente profissionais. Mas "profissionais" como aquele com quem me cruzei hoje servem para dizer coisas como as palavras que escolhi para o título deste texto. Sem querer generalizar, são polícias destes que fazem com que muitas pessoas não gostem da classe no geral. E que olhem para todos com o mesmo olhar.

A situação passou-se numa estrada. Circulava na faixa da esquerda (existem três). Vou dentro do limite de velocidade. Vou a ultrapassar os carros que seguem na faixa à minha direita (ou seja, na do meio). São vários carros seguidos. E tenho mais duas viaturas à minha frente. Olho pelo retrovisor e reparo que tenho uma mota da polícia atrás de mim. Praticamente colada ao meu carro. Seguia a uma distância que de segurança nada tem.

Tenho o cuidado de observar o comportamento do agente. As luzes estão desligadas. Segue sozinho. Por isso entendo que não está com pressa, leia-se com urgência. Se assim fosse, assinalava isso mesmo. Como manda a lei. Mesmo assim, costumo desviar-me dos polícias. O que neste caso era impossível. Porque tenho carros ao meu lado. E carros à minha frente. Que provavelmente não conseguem observar a mota, que segue colada ao meu carro.

O polícia (nitidamente amuado, algo que percebi mais tarde) não descansou enquanto não se posicionou ao meu lado. Obrigando-me a mudar de faixa. Volto a dizer que tenho carros à minha frente e à minha direita. Ou seja, o desejo do agente - que não está a sinalizar marcha de urgência - não podia ser satisfeito apenas porque sim. Tinha de esperar que tivesse espaço para uma manobra em segurança. Quando digo que o polícia estava amuado, é pelas caras que fez quando estava ao meu lado. "Obrigando-me" a mudar de faixa.

Se fosse uma pessoa nervosa, assim que o polícia começou a gesticular, tinha mudado de faixa. Sem olhar para retrovisores, arriscando-me a bater no carro que seguia ao meu lado. Mas só mudei quando havia espaço para isso. Provocando ainda mais ira ao agente. Que seguiu mais alguns metros a olhar para o meu carro como um touro olha para algo vermelho. O meu desejo foi dizer algo de que me arrependeria assim que as palavras saíssem da minha boca. Optei por ficar calado e subir o volume da música que ia a ouvir.

Percebia o estado do polícia caso viesse com urgência e o estivesse a ignorar. Também percebi caso fosse na faixa da esquerda a fazer turismo, enquanto tinha as outras duas livres. Mas estava a fazer tudo bem. Uma ultrapassagem dentro dos limites de velocidade. E mais demorada do que o normal porque tinha dois carros à minha frente e vários à minha direita. Por isso é que digo que são pessoas como esta que fazem com que outros polícias levem com rótulos que só pessoas destas merecem. Peço desculpa a todos os outros polícias, mas este faz-me dizer "tristes polícias que temos".

8.8.17

os últimos tempos e um vídeo

Os últimos dias têm sido bastante atarefados. E ao jeito de um bom filme, têm de tudo. Desde notícias de merda que tento esquecer. Ou esconder o mais possível na minha memória por saber que é complicado não pensar nisso. Muito trabalho. Que é feito com alegria. Muitas ideias para colocar em prática. Muitas coisas para fazer. Pouco tempo para descansar. E até uma contagem decrescente para férias.

Não sou de me queixar. E agradeço todo o trabalho que tenho. E mais tivesse. Desde que motivado, nada disso me importa. Tendo a noção de que nem sempre é fácil encontrar um equilíbrio com o lado familiar, que tem de ser sempre o mais importante e prioritário. Aquilo que mais me aborrece e incomoda são mesmo as más notícias. Que me deixam impotente.

Mas voltando às coisas boas, estou muito feliz com o novo projecto. Um balão de oxigénio que há muito desejava. Ao longo das últimas semanas tenho feito diversas coisas que me têm dado muito prazer. Desde reportagens mais sérias até momentos mais divertidos. Como é o caso deste vídeo. Não tenho por hábito misturar trabalho com lazer, mas este vídeo, pensado e idealizado em poucas horas, é o espelho do ambiente que agora tenho e que me dá muito ânimo. E que é uma ajuda importante a esquecer algumas coisas menos boas.



Este vídeo surgiu em modo de brincadeira. E em jeito de homenagem a dois grandes talentos do futebol português: Ricardo Quaresma e Pepe. Que são dois dos protagonistas deste vídeo, aquele que literalmente quisemos copiar.

2.8.17

eleições todos os anos! e mais do que uma vez por ano

Gosto de eleições. Defendo que as eleições autárquicas ocorram anualmente. Melhor ainda, duas vezes por ano. É que assim está sempre tudo arranjado e tudo bonitinho. As pessoas agradecem. E confesso que vivo numa zona em que não me posso queixar. Mas sabe bem ver que nesta altura tudo se arranja.

scooby scooby doo!

Se me disserem Scooby, respondo imediatamente Scooby Doo. Porque é um desenho animado que me acompanhou durante a infância e adolescência. Mas existe outro Scooby. Menos conhecido das pessoas, mas que tem sido notícia por estes dias. Trata-se de um surfista que é casado com Luana Piovani, a conhecida atriz brasileira. Por estes dias, o nome de Pedro Scooby ganhou maior destaque. Tudo porque partilhou esta imagem da mulher nas redes sociais.


Existem casos em que as opiniões acabam por dividir-se. Existem os que gostam e aqueles que não acham piada a determinada imagem. Neste caso a crítica é quase geral ao criticar a foto em questão. Neste caso, por mais que pense, não consigo encontrar um motivo lógico – apesar de aceitar que não existe nenhum necessário – para uma imagem destas ser partilhada nas redes sociais.

1.8.17

quando a moda nos prega rasteiras...

... é isto que acontece.








aceito palpites para a identidade desta mulher

podes não acreditar, mas é verdade

As pessoas tendem a não acreditar naquilo que consideram ser uma piada. E até posso dar um exemplo. Aqueles espaços onde as pessoas colocam as suas dúvidas. Que podem ser de cariz sexual. Quem nunca leu algo do género "Masturbei-me com o objecto x. Estou grávida?". Quando lemos alguma coisa deste género imaginamos logo uma piada. Porque entendemos que ninguém pode realmente ter aquela dúvida. Especialmente pessoas mais novas.

Mas a verdade é que as pessoas têm essas dúvidas. Por mais que se acredite que é uma brincadeira de mau gosto. E basta ler ou ver qualquer programa dedicado a dúvidas do género para perceber que é mesmo real. Os famosos "911 Operators" dos Estados Unidos da América partilharam algumas das chamadas mais absurdas que receberam. Aqui fica um exemplo:

Mulher grávida: O médico disse para refrear o meu desejo sexual.

Operadora: Sim, a actividade sexual pode causar contracções. Por isso, a abstenção é segura.

Mulher grávida: Então como é que alimento o meu bebé?

Isto soa a piada. Mas é uma chamada real. E a prova de que as pessoas ainda estão muito pouco informadas em muitos níveis. Especialmente quando a temática envolve a vida sexual.

a realidade escondida no instagram

Qualquer pessoa gosta de estar bem numa foto. A coisa mais normal do mundo. E que ninguém pode censurar. Só que vivemos numa época em que as fotografias deixaram de ter o objectivo de aparecer num álbum de família para passarem a ficar guardadas numa qualquer rede social. E se todos queremos estar bem numa foto do álbum de família, queremos estar perfeitos numa foto que acaba nas redes sociais. Porque aí ninguém poderá ver as nossas pequenas (e normais) imperfeições. Nas redes sociais o mundo é perfeito. E as fotos têm de espelhar isso.

Não censuro quem edita fotos antes de as publicar numa rede social. Eu faço isso. Só com filtros, nada mais. Mas não censuro que recorre a outras ferramentas para trabalhar e alterar uma imagem. Até porque sei perceber se uma foto é real ou se existe um grande trabalho de edição até ao produto final. Como já referi, e reforço, não censuro quem o faz. Só que muitas pessoas ainda não estão "educadas" para esta realidade.

São aquelas pessoas que olham para fotos - e isto acontece muito com as mulheres - e dizem coisas como "gostava tanto de ser assim:". Quando na realidade já são "assim". Porque estão a olhar para uma foto que foi tirada de modo a captar o melhor da pessoa. Que foi pensada ao detalhe. E que até poderá ter sido editada. Para quem não acredita no que digo, partilho o exemplo de Sara Puhto, que decidiu desmistificar a realidade escondida em algumas fotografias que são publicadas nas redes sociais.








31.7.17

quando a moda vai longe de mais...

... é isto que acontece.




uma data que todos devem celebrar hoje

Graças a uma cadeia de sex shops britânicas, celebra-se hoje o Dia Mundial do Orgasmo (que curiosamente casa com o dia que Quim Barreiros considera ser o melhor para casar). Brincadeiras à parte, este é um daqueles dias que deveria ser celebrado por todos. E não apenas hoje. Mas com frequência. Neste dia recupero alguns dados relativos ao sexo. Dados que foram apresentados após um estudo do Instituto Superior de Psicologia Aplicada.

De acordo com este estudo, 22,7% das mulheres atinge sempre o orgasmo. Por sua vez, 42,8% diz ter orgasmos quase sempre. Já 17,4% diz que apenas o consegue em algumas vezes. E só 3,6% das mulheres, que fizeram parte deste estudo, diz nunca ter orgasmos. Estes números não podem ser afastados de outros, que dizem respeito à relação sexual. Para 16,5% das mulheres o orgasmo é atingido no coito vaginal. 14% na masturbação ou no sexo oral, mas nunca no coito vaginal. 11,8% só atinge orgasmo na masturbação e 5,5% somente no sexo oral.

Existe ainda um dado extremamente importante. MAIS DE METADE das mulheres - com relacionamentos estáveis - assume que gostaria que o parceiro a estimulasse mais e melhor a nível sexual. Estes números correspondem com uma realidade que muitas pessoas ainda ignoram. A começar pelo facto de os homens estarem mais interessados em receber estímulos do que em proporcionar os mesmos.

Muitas pessoas pensam que as mulheres apenas atingem orgasmo no coito vaginal. Estes números (que coincidem com muitos outros estudos) mostram que a realidade está longe de ser assim. Falar sobre isto é meio caminho andado para que os casais consigam estar perto da "sintonia perfeita" a nível sexual.

o maior vendedor de ilusões em portugal

Quando era mais novo olhava para o futebol com outros olhos. Especialmente na pré-época. Era muito ingénuo na análise que fazia aos jogos desse período e à forma como reagia às mais diferentes capas desportivas. Mas isto ficou na minha adolescência. Foi algo que não me acompanhou. Agora sou incapaz de dizer coisas como "vai ser tudo nosso" com base em jogos que pouco ou nada significam para a competição a doer.

Não tenho muitos amigos portistas. Por isso acabo por conviver mais com adeptos sportinguistas e com aqueles que são do mesmo clube do que eu: Benfica. Já estive com sportinguistas que me disseram coisas como "este ano é tudo nosso", "só estou preocupado com o Porto" e "temos uma grande equipa e ninguém nos vai parar". A nível de imprensa, também já li coisas muito elogiosas em relação ao Porto. Como se fosse a melhor equipa de sempre.

Por já ter sido assim, acabo por me rir quando me deparo com estas coisas. E quando tentam meter-se comigo a gozar com a pré-época do Benfica. E recordo-me do passado recente. Tal como esta, também as últimas duas pré-épocas do Benfica foram más. Isto do ponto de vista dos resultados. Pois uma coisa é analisar os resultados e outra é perceber o trabalho que é feito junto dos jogadores. E no final da época - quando também se dizia que os outros é que ganhavam tudo - foi o Benfica a triunfar. Isto não garante que este ano também seja assim. Mas deveria servir de lição a quem se gaba antes do tempo.

O futebol é o maior vendedor de ilusões em Portugal. E uma das poucas coisas que faz o comum dos mortais ir do 8 aos 80 numa velocidade nunca vista. As pessoas deparam-se com uma notícia elogiosa sobre um qualquer jogador e dizem logo que é o melhor do mundo. Se esse mesmo jogador comete um pequeno erro, passa logo a ser o pior do mundo. Se uma equipa ganha um jogo, vai ganhar tudo nessa época. Ao primeiro empate ou derrota é o fim do mundo. As pessoas reagem assim com o futebol. E pouco mais. O que tem a sua piada.

clássicos de verão

Gosto de publicidade. Mas apenas daquela que considero brilhante. Num rápido exercício de memória recordo imediatamente aquele anúncio que o Licor Beirão fez, recorrendo a um lance mais duro de Bruno Alves. E mantendo-me nesta marca, adoro a forma como utilizam a publicidade nas redes sociais. E para mim, um bom anúncio é isto. Ou seja, é algo que me atrai. Que gosto de ver. Em vez de ser algo que me afasta. E que não tem qualquer piada.

Enquanto consumidor sou da opinião que algumas marcas perdem muito tempo (e talvez gastem muito dinheiro) a tentar ter um anúncio para lá de espectacular. E deixam-se levar por este desejo. Que em muitos casos impede que se veja o óbvio. Que diz respeito às coisas simples da vida. Nas quais qualquer consumidor se revê. E o trunfo de um bom anúncio passa por aqui.

O mais recente exemplo que posso dar da ideia que defendo diz respeito ao McDonald.s Que promove os gelados com aquilo a que chama "clássicos de verão". Duvido que alguma pessoa não se reveja nestas imagens. Poderá não ser por experiência própria, mas porque já viu alguém assim. Esta proximidade é o detalhe que separa um bom anúncio de uma má publicidade.

hoje é o melhor dia do ano para casar

31 de Julho. Este é o melhor dia para casar. Não há outro dia igual no ano. Quem casa neste dia pode ficar descansado que não irá sofrer nenhum desgosto. Quem o garante é o sábio Quim Barreiros. Numa música que nunca fica velha neste dia, ano após ano.



27.7.17

vamos falar de férias de verão?

E aquelas pessoas que fazem perguntas sobre férias das outras pessoas... apenas para falarem das suas férias.

"Então, tem estado de férias?"

"Não, tenho vindo sempre trabalhar. Estive a fazer mudanças, porque estou a mudar de casa, mas vim sempre trabalhar".

"Pois. Eu é que estive de férias. Andei por aqui e por ali e aconteceu isto e aquilo."

Não seria mais fácil falarem logo das suas férias?

26.7.17

incêndios sem fim

É desesperante assistir à dor das famílias que lidam de perto com o drama dos incêndios. A sensação de impotência é muito grande. É das piores coisas que se podem ver na televisão. Uma aflição sem fim. E tanta coisa para fazer...

25.7.17

os ciganos de loures

A política faz parte daquele grupo de temas que são uma espécie de bomba relógio. Tudo aquilo que se diga pode rebentar a qualquer hora, em qualquer mão. Especialmente quando não se segue a etiqueta do politicamente correcto. Acontece isto com a política e com outros temas como é o caso de dar uma opinião sobre algo relacionado com bebés. E foi isso que aconteceu com André Ventura, candidato à Câmara Municipal de Loures que, em entrevista ao jornal i, defendeu que existem pessoas [ciganos ] que "vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado".

No mundo do politicamente correcto, dizer algo como isto é impensável. Porque não fica bem. Porque não é bonito. E porque ninguém gosta de estar associado a este modo de pensar numa altura em que as eleições se aproximam a passos largos. Mesmo que concordem com cada uma das palavras ditas por André Ventura. E tenho a certeza de que muitos daqueles que o criticam publicamente, apoiam cada uma das suas palavras de forma secreta.

O grande erro de declarações destas passa pela generalização. Porque nem todos os ciganos vivem de subsídios. E as pessoas que vivem destes "esquemas" não são exclusivamente deste etnia. É um problema a uma escala muito maior. E quando se generaliza tudo corre mal. Especialmente em alturas como esta em que os adversários políticos tentam imediatamente encontrar uma vantagem no erro de alguém. "Votem em nós que somos amigos dos ciganos", é a mensagem que se tenta passar. A sociedade é feita de generalizações. E este é apenas mais um mau exemplo disso mesmo. E as generalizações fazem com que a mensagem se perca. Seja ela qual for.

agora todas gostam de hitler...

Eis que de repente Hitler passa a ser uma cor. E a culpa é da BelleChic e do seu tote bag que está a correr o mundo. Aquilo que poderia ser apenas mais um artigo de moda tornou-se em algo viral. E a culpa é da frase que aparece no saco. "My Favorite Color is Hitler", é aquilo que todas as pessoas estão a ler. Na realidade a mensagem é outra. Que até faz mais sentido. Mas praticamente ninguém repara nela.

24.7.17

como é que isto é possível?

Nesta altura do ano é comum encontrar cartazes políticos fora do normal. Existem até compilações daqueles que são considerados os cartazes mais divertidos. Há também quem procure os mais diversos erros. Muitos destes casos chegam de zonas mais pequenas. De locais que, em alguns casos, quase ninguém conhece. O que faz com que os erros tenham mais piada mas menor relevo político.

Nunca dou grande atenção aos cartazes de terras mais pequenas. Porque olho para aquelas campanhas como algo feito com tostões e por pessoas que provavelmente pouco percebem de política e de comunicação. Só isso explica que exista tanto desleixo no cartão de visita para as pessoas que podem vir a votar naquele candidato.

Mas o caso muda de figura quando os exemplos chegam de cidades como Lisboa. Onde as campanhas são feitas com “milhões” e onde nada, mesmo nada, pode ser deixado ao acaso. Principalmente quando os maus exemplos chegam de fortes candidatos. Como é o caso de Teresa Leal Coelho, a candidata do PSD à Câmara Municipal de Lisboa.

Tornou-se viral um cartaz da candidata que é um verdadeiro tiro nos pés. “Por uma cidade onde se pode circular” é o slogan do cartaz. Talvez para os mais distraídos não exista nada de errado nesta mensagem. Mas isto é publicidade (e da boa) ao actual presidente. Se é por uma cidade onde se pode circular, é porque tudo está bem. Já seria diferente se o pode desse lugar a um “possa”.

As pessoas acabam a rir-se dos exemplos que chegam de terras pequenas. Mas os erros mais graves são estes. Porque alguém recebeu muito dinheiro para fazer aquele cartaz. E alguém recebeu muito dinheiro para o aprovar. Tal como alguém recebeu muito dinheiro para gerir a campanha eleitora. E todos falharam. Sendo que a falha é ainda mais grave quando elogia o principal opositor.

os portugueses não gostam de ganhar dinheiro

Durante a estadia em Lagos frequentei três restaurantes. Em dois deles fiquei com a sensação de que poderiam ganhar muito mais dinheiro do que aquele que ganham (e que não deve ser pouco). E para isso era necessário apenas um pequeno detalhe: organização. Às vezes fico com a sensação de que os portugueses (e isto não acontece apenas no Algarve) ficam satisfeitos com pouco. Se ganham x não se preocupam em ganhar y. Mesmo que a distância entre estas duas letras esteja concentrada apenas na palavra organização.

Num dos restaurantes o peixe era fantástico. Devo ter estado perto de uma hora na fila para arranjar mesa. Durante este tempo vi mesas que não eram levantadas, empregados desorganizados porque todos vinham buscar pessoas para sentar, clientes insatisfeitos porque alguém lhes passava à frente e outros detalhes do género. Tudo detalhes que eram facilmente resolvidos. Bastava ter uma pessoa que tinha como missão gerir as mesas. E outras duas que tinham como missão levantar mesas.

Numa primeira análise podem parecer três ordenados que são um luxo porque os outros empregados podem fazer estas coisas. Mas são funções que fazem a diferença. E o aumento de lucro devido a esta organização paga muito mais do que estes três ordenados. Não faz sentido ter pessoas vinte minutos à espera de mesa quando as mesas estão vazias. Não faz sentido ter diversos empregados a sentar as pessoas quando nem têm noção dos lugares que estão por ocupar.

Neste caso específico o restaurante era mesmo muito bom. O peixe estava divinal. O atendimento foi simpático. Mas fica a sensação de que aquela máquina de fazer dinheiro poderia fazer muito mais com a alteração de apenas dois ou três detalhes. E quando me deparo com casos destes fico sempre com a sensação de que as pessoas estão tão preocupadas em ter o negócio a funcionar que nem perdem algum tempo a pensar na forma de fazer ainda mais dinheiro, deixando os clientes ainda mais satisfeitos.

we´ll always have lagos

Boa parte da minha infância e adolescência foi passada em Lagos. Era por lá que os meus pais gostavam de gozar as férias de Verão. Habituei-me a ir para lá e a gostar de estar por lá. O que faz com que ainda hoje seja a zona do Algarve de que mais gosto. Confesso que, quando era mais pequeno, não conhecia tão bem outras zonas algarvias, mas agora conheço. E a minha preferência mantém-se.

Para mim Lagos é diferente. Em aspectos tão diversos como as praias e o tipo de turistas estrangeiros que escolhem fazer férias em Lagos. Poucas praias conseguem ter o encanto da praia Dona Ana ou do Camilo. É certo que existem muitas outras maravilhas espalhadas pelo Algarve, mas algumas estão associadas a locais onde a confusão de pessoas é muito maior. E nem o vento que habitualmente se faz sentir retira encanto a Lagos.

E se já gostava de Lagos, passou a ter um encanto ainda maior para mim quando soube que a minha mulher também fazia férias em Lagos. E que costumávamos ficar em casas separadas por poucos metros. Misturando tudo isto, é com muito encanto que volto a Lagos, onde estive neste fim-de-semana. É bom passar por uma rua e recordar isto e aquilo. Memórias de outros tempos. Algo que fica gravado na memória para sempre. Lagos tem muito encanto. E felizmente não sofre de alguns problemas de outros locais mais populares onde a confusão movida a álcool é muito superior.

23.7.17

14 anos de ti

Lembro-me, como se fosse hoje, do primeiro dia em que te vi. Recordo-me, como se tivesse acabado de acontecer, do nosso primeiro passeio, a Sintra. Sei na perfeição o sabor do nosso primeiro beijo, que parece que acabei de te roubar. Nunca me esquecerei de cada detalhe do dia em que começámos a namorar. Pensava que te iria perder. Que cedo perceberias que querias alguém melhor do que eu.

Olhava para ti como um sonho que ganhou vida. Como a mulher com quem sonhava, mas que nunca teria. E assim fui vivendo. Amando-te como se cada dia fosse o último do nosso namoro. E não te escondo que ainda hoje vivo com esse receio. Mesmo já tendo passado 14 anos. Quando penso neste número, que assinalamos hoje, parece que é muito tempo. Até porque tenho 36 anos. Quase que não me recordo da minha vida sem ti. Sem o teu amor. Mas aquilo que parece muito é na realidade pouco. E sabe a muito pouco.

Não encontro palavras que façam justiça aquilo que és para mim. E não me refiro ao amor. Porque é muito "fácil" encontrar alguém que nos ame. Refiro-me a tudo o resto. Aquilo que dá sentido ao amor. E nisso não tenho palavras para ti. Que te façam justiça. Estás sempre presente para mim. Não me deixas cair. Não me deixas ficar triste. Aturas o meu mau humor e teimosia. Fazes-me sorrir quando só quero chorar. És a minha melhor amiga, a minha companheira, a pessoa que está sempre lá para mim.

Mentia se dissesse que tudo é perfeito. Até porque não acredito em perfeição. Tivemos os nossos momentos menos bons (quem não tem?) e em cada um deles me apercebi do quanto de amo. Por mais absurdo que isto possa parecer, é nos momentos menos bons que tudo se torna claro. Lição que aprendi com alguns episódios familiares menos felizes, nos quais foste o meu grande apoio, quando nem sabia o que fazer. E nesses momentos agradeci todos os dias ir deitar-me contigo. Sentir o teu braço a apertar-me. As tuas palavras que me acalmavam.

Adoro ver-te dormir. Tenho orgulho em andar na rua de mão dada contigo. De dizer que és a minha mulher. Hoje assinalamos os 14 anos de namoro. Quis o destino que o nosso amor tivesse início no mesmo dia em que os meus pais assinalam anos de casado. Quero dizer-te que te amo muito. Muito mais do que consigo colocar em palavras. Que a vida tem muito mais piada contigo. Que é um orgulho construir a minha vida ao teu lado. Caminhar contigo. Passar de menino a homem ao teu lado. Sei que isto pode soar a cliché, mas o amor é feito de tantas e maravilhosas frases feitas. O melhor ainda está para vir. AMO.TE'NOS mais que tudo na vida.

21.7.17

a puta da vida

Iniciei-me no jornalismo em setembro de 2006. No papel de estagiário. A meio do estágio assinei contrato, deixei de ser "o" estagiário para passar a lidar com muitos outros. Especialmente ao longo dos últimos anos.

Já trabalhei com muitos estagiários. De uns não me recordo do nome. De outros não me recordo da cara. Uns eram muito bons. Outros assim assim. Do grupo de estagiários que me marcaram destaco um. Porque está muito presente na minha memória.

O [não interessa o nome dele] é especial para mim. Desde o primeiro dia que me meti com ele. Era o responsável por que falasse tanto na redacção. Estava sempre a meter-me com ele. Quando soube que ia mudar, passou a "pedir-me" para meter uma cunha para si.

Algo que fiz. Não por gostar dele, mas por acreditar no seu trabalho e numa vontade quase rara de tanto trabalhar. Inseri-o no meu grupo de amigos e passou a almoçar connosco sempre que podia. "Sou estagiário, não posso ir todas as semanas", dizia-me. O grupo acolheu-o como um dos nossos e todos perguntavam por si quando não estava presente.

Parece que me acabo de cruzar com eles. "Disseram-me que vou fazer estágio profissional", disse-me. "Vou para perto de ti". Fiquei mesmo contente. Até que sei que tinha sido internado. Passou vários dias no hospital. Fiquei assustado mas descansado quando me disse que não era nada cancerígeno.

No hospital tinha uma preocupação. Que não perdesse a oportunidade de estagiar. Algo que não deveria ser uma preocupação. Fiquei feliz quando soube que tinha ido para casa. Acreditei que estava mais perto de regressar. Até que levo novo murro.

Novas notícias apontam para cancro no estômago e esôfago. Seguem-se seis meses de quimioterapia. E só me apetece dizer, gritar, puta da vida. Espero que fique bom depressa. E que rapidamente esteja perto de mim, para estar sempre a meter-me com ele.