25.9.16

a melancia da mulher

Estou no Continente, na fila para pagar as compras. À minha frente está um velhote que começa a meter as compras na caixa. Para aproveitar o espaço coloca alguns artigos naquela zona que pertencendo à caixa não é tapete rolante. Quando me preparava para colocar as minhas compras - faço parte do grupo de pessoas que entende que não é necessário colar as compras à pessoa da frente (muitas vezes sem separador levando a funcionária da caixa a perguntar o que é de quem) nem respirar no pescoço da mesma - reparei que o senhor tinha deixado uma melancia esquecida na parte que antecede o tapete.

"Não se esqueça da melancia", disse ao senhor.

"Ahhhh! Já ficava aí. Muito obrigado", diz-me sorridente.

"Mas sabe, por mim até podia ficar", acrescenta.

"Mas é para a mulher e ela ia ficar chateada comigo. É melhor levar a melancia. Obrigado", concluiu.

23.9.16

ana malhoa, um guilty pleasure

Olho para a Ana Malhoa como um guilty pleasure masculino. A cantora é aquela música que todos ouvem, que todos sabem cantar de cor e salteado mas que todos fingem não ouvir quando o tema é debatido junto de mais pessoas. Ana Malhoa é aquele filme lamechas, cujas falas são conhecidas detalhadamente por todos, que se finge odiar em público. É também aquele bar "manhoso" onde se gosta de ir ouvir música e beber um copo mas que se finge detestar apenas porque não está na moda. Por fim, é também aquela mulher que muitos homens fingem odiar em público mas que acabam por "admirar" de forma mais ou menos secreta e que até sorriem por saber que está solteira. Esta é a minha leitura.

há sempre uma primeira vez

De tempos a tempos dou uma volta à roupa que tenho no roupeiro. Algo que serve para separar aquilo que visto do que já não visto. Há vários anos que faço isto e existia sempre um denominador comum a estas arrumações: guardar sempre a roupa do futebol. Podia já não jogar há meses. Sabia que quando fosse jogar acabaria por comprar roupa. Mas nunca colocava de parte a roupa do futebol. Essa ficava sempre comigo.

Esta foi a primeira vez que separei roupa desde que fui operado ao tendão de Aquiles. E pela primeira vez olhei para a roupa de futebol e coloquei tudo dentro de uma caixa. Não fiquei com nenhuma camisola de futebol. Pegava, olhava e colocava na caixa. O mesmo se passou com as meias de futebol. Só sobreviveram os calções porque acabo por usar para correr ou para o ginásio.

A vontade de jogar existe. Mas ainda não é assim tão forte que impeça que, pela primeira vez, arrume a roupa do futebol e que a tire de casa. Diz-se que há sempre uma primeira vez para tudo. Neste caso foi para arrumar as camisolas de futebol que marcam diferentes momentos da minha vida.

beleza e fodómetro

Acho especial piada ao momento em que duas celebridades - "rótulo" que parecer fazer do comum dos mortais um extraterrestre vindo de determinado planeta - como Angelina Jolie e Brad Pitt se separam e as pessoas dizem coisas como "como é que ela foi capaz de deixar um homem daqueles" ou "como é que ele deixa uma mulher daquelas". Basicamente as pessoas analisam o casal e a relação com base num fodómetro e estes estão no topo das hipotéticas noites loucas de sexo de homens e mulheres.

Pouco importa se Brad Pitt é um traste e se Angelina Jolie é insuportável e se ambos têm graves problemas de difícil resolução, tudo isto hipoteticamente falando. O que importa é que devem ser duas "fodas" do outro mundo! Um brinde aquilo que importa nas relações para a maioria das pessoas e que curiosamente consegue ser o primeiro factor de desilusões.

22.9.16

nunca confies numa mulher

a mais recente novidade do casal brangelina

Sempre fui da opinião que muitos romances de celebridades não passam de um embuste. Ou seja, existem namoros que servem para promover um filme, por exemplo. Vende-se a ideia de que o casal se apaixonou durante as filmagens e isso aumenta a curiosidade em relação ao filme, o que se traduz numa maior receita de bilheteira, aquilo que realmente interessa para muitas pessoas.

Só isso explica que determinados romances durem muito pouco tempo. E isto também acontece com músicos. Já perdi conta aos casais que fazem músicas juntos e que depois seguem o seu caminho, assim que a tal música arrefece. Esta é a minha leitura em relação a muitas relações que envolvem pessoas conhecidas. Não digo que não existem namoros sérios mas ninguém me tira da cabeça que muita coisa é inventada.

Neste sentido, sugiro uma ideia que envolve Brad Pitt e Angelina Jolie, que para muitas pessoas era um casal exemplar. Como já li por aí, "se um casal milionário, com seis filhos e com um vinho rosé caro não consegue, mais vale desistir da ideia do amor." A minha ideia passa por juntar o agora ex-casal num filme. Num drama com muito amor e acção. Aos dois actores junto Jennifer Aniston, Marion Cotillard e também Billy Bob Thornton no elenco. É sucesso garantido. Aposto que seria um sucesso de bilheteiras. Fica a dica.