28.6.17

oito tipos de ex-namoradas que... é melhor ver

é por isto que gosto de lá ir

Este ano tive a honra e o orgulho de ser convidado para ser um dos embaixadores do Grant's Stand Together. Um extraordinário evento de storytelling. E digo isto porque já era fã antes de ser embaixador. Algo que está relacionado com o formato do evento. Que tem um anfitrião - Joaquim de Almeida - que recebe convidados conhecidos que contam histórias que as pessoas desconhecem. E que não costumam ser contadas noutros sítios.

Este ano voltei a ver Joaquim de Almeida emocionado. Fiquei fascinado com a forma como Samuel Úria contou a sua história. Ouvi algo impensável, Júlio Isidro a dizer palavrões. Ri-me (tal como todas as pessoas) de uma história bastante peculiar de Diogo Beja. E adorei cada momento da história contada por Ivo Canelas. Actor que admiro e que contou uma história fantástica que irei reproduzir aqui, de forma abreviada. E sem o brilhantismo da presença de Ivo Canelas em palco.

Numa determinada altura o ator estava no Algarve. E no final de mais um dia de trabalho decidiu ir correr. Algo de que gosta bastante. Até ao momento em que três ciclistas passam por si. Sendo que o último deu-lhe um apalpão. Daqueles à retroescavadora, como explicou. Referindo que é um apalpão traidor. Ivo Canelas chamou ao ciclista o senhor Salsicha Isidoro. Por considerar que os ciclistas têm todos roupa assim. Ou com publicidade ao atum.

Ivo "perseguiu" o ciclista. Que pedalava e se afastava do actor. Até que percebe que vai na direcção do hotel onde estava. Cortou caminho, chegou ao hotel, entrou no carro e foi atrás do ciclista. Que acabou por apanhar numa estrada nacional. E foi aí que se deu a vingança. Com o ator a devolver o apalpão. E não só. Antes que o ciclista conseguisse dizer uma asneira, Ivo Canelas beijo o ciclista na boca. "Apalpas-me a achas que não me beijas", disse (já não sei precisar se foi esta a frase correcta).

Agora é imaginar isto contado por um ator brilhante. Durante coisa de quinze minutos. Com todos os detalhes. Algo fantástico. E algo que não se vê noutro registo. Quem ainda não tem planos para o próximo fim-de-semana, irá realizar-se a edição do Porto. É por histórias como esta que o evento vale muito a pena. Fica a sugestão.

apenas nojento. nada mais do que isso

A tragédia de Pedrógão Grande é uma das maiores de que temos memória num passado recente. Muitas pessoas perderam a vida. Outros sobreviveram, mas ficaram sem nada. Inventaram-se teorias. Trocaram-se acusações. Algo que considero errado. Apesar de entender que existem momentos para discutir tudo aquilo que está errado e que pode ajudar a reduzir um impacto de um incêndio como aquele.

E se considero errado que se atirem acusações para o ar, fico revoltado com o aproveitamento da dor das pessoas que vivem uma tragédia que irá marcar as suas vidas para sempre. E considero nojento o aproveitamento político que se tenta obter de uma tragédia desta dimensão. Ao estilo de "com o meu partido nada disto acontecia". Isto é do pior que pode ser feito. Independentemente da cor política que siga este rumo.

27.6.17

bom para esta hora. e para outra qualquer

Parece que existem listas de músicas que são as mais indicadas para criar ambiente para uma noite especial. São chamadas as músicas ideias para compor uma boa banda sonora de sexo. Até aqui nada me surpreende. A novidade é que músicas, que são consideradas clássicos neste tema, não têm direito a participar nestas listas. Quem o defende são os especialistas da área. Aqui fica uma de boas músicas para uma boa noite.

esta é simples, mas poucos acertam no resultado

26.6.17

quem se recorda do pé de gesso?

Entre muitas outras coisas, faço parte da geração do pé de gesso. E agora que penso nisso, recordo-me imediatamente daqueles fatos de treino com forro. E da trabalheira que dava vestir aquelas calças. Mas voltando ao pé de gesso. Sou de uma geração que só aceitava meias brancas quando usadas pelo Michael Jackson. Ele tinha estilo. Ele podia. Os outros não. E tendo em conta que não sou o Michael Jackson, faço parte daqueles que não as podiam usar.

Não podiam usar. Mas isso não impedia que tivesse muitas meias brancas. Daquelas com uma risca vermelha e outra azul. E daquelas com duas raquetas. Eram as famosas meias da raqueta. "Olha aquele com pé de gesso", dizia-se sempre que alguém usava umas. "Coitado, partiu os pés", brincava-se. Basicamente, todos aqueles que as usassem eram péssimos em moda. E ainda não havia nada dos fashion police e fashion advisers que hoje sabem como todos se devem vestir. Naquela altura, na minha adolescência, as meias brancas eram feias. Não se usavam. Todas as pessoas sabiam disso. Ponto final.

Num passado mais ou menos distante tive a ideia de dançar com a minha sobrinha nas festas populares. Fiz uma entorse e acabei com o pé ligado durante alguns dias. Altura em que recriei a meia da raqueta. Que curiosamente fez algum sucesso. Com pessoas a rir e comentar quando olhavam para a minha meia. Sem saber, parecia que já estava a adivinhar o que aí vinha.


Como a moda é de ciclos, parece que as meias brancas estão novamente na moda. Especialmente com calções. Há até quem pague 80 euros por umas meias brancas. Que agora já não dão direito a rótulo de pé de gesso, mas a de homem com estilo.